A safra 2024/2025 em Mato Grosso do Sul tem sido marcada por uma significativa variabilidade climática. Enquanto algumas regiões do estado enfrentaram um período de estiagem prolongada, outras registraram chuvas acima da média. Dados divulgados pelo boletim técnico da Aprosoja-MS, revelam que essa heterogeneidade nas condições climáticas gerou um mosaico de resultados nas lavouras de soja.
Regiões Afetadas pela Seca
- Sul do Estado: Cidades como Amambai, Iguatemi, Tacuru e Dourados foram as mais afetadas pela falta de chuvas. A escassez hídrica, especialmente durante as fases críticas de desenvolvimento da planta, comprometeu a produtividade e levou a perdas consideráveis em algumas áreas. Na região sul cerca de 31,2% das lavouras estão em condições ruins e 37,7% encontram-se em situação regular. Apenas 31,1% apresentam boas condições.
Regiões com Bom Desempenho
- Norte do Estado: As regiões norte e noroeste de Mato Grosso do Sul, beneficiadas por chuvas mais regulares, apresentaram um desenvolvimento mais homogêneo das lavouras. A boa disponibilidade hídrica favoreceu o crescimento das plantas e a formação de vagens. No norte 93,5% das lavouras estão em bom desenvolvimento.
Dados e Projeções
De acordo com os últimos dados do Projeto SIGA-MS, cerca de 1,730 milhão de hectares estão afetados pelo estresse hídrico, representando 38% da área total. A baixa precipitação impactou, principalmente os municípios da região sul do estado, com cerca de 30 cidades abaixo da produtividade média estadual estimada. Apesar das adversidades climáticas, a produção total de soja no estado ainda é estimada em 13,9 milhões de toneladas, com uma produtividade média de 51,7 sacas por hectare.
É importante destacar que essas projeções podem sofrer ajustes ao longo da safra, dependendo das condições climáticas e das decisões de manejo adotadas pelos produtores.
Fonte: Famasul, Aprosoja, SIGA-MS
